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segunda-feira, 6 de julho de 2009
"Rafa's Weekly Thing" #2 - Highrisk! Rafael Silva

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"Rafa's Weekly Thing" #2 - Highrisk!

publicado por Rafael Silva :: comentar :: voltar à página inicial

Olá bem-vindos ao “Rafa’s Weekly Thing” o artigo semanal que na semana passada vos deixou a pensar “finalmente alguém que sabe do que está a falar”, pelo menos assim desejo eu.


Hoje venho falar de Highrisk ou se preferirem highflying, uma moda que caiu em desuso na WWE.
O Highflying é o estilo de luta mais popular de hoje em dia, tornando o lutador automaticamente querido dos fãs, neste estilo de luta os lutadores mais pequenos (normalmente) conseguem ganhar os seus combates, com manobras que desafiam as leis da gravidade.
O highrisk não é apenas uma maneira de vender os highflyers como grandes lutadores que fazem manobras arriscadas para ganhar, como diz o Michael Cole “Highrisk, high reward”, a verdade é que os moves de highflying são realmente arriscados, e é importante ter isto metido na cabeça, pois um erro basta para que uma manobra espectacular tenha resultados desastrosos.

À alguns anos atrás na defunta WCW existia uma liga de cruiserweights com lutadores de todo o mundo, lutadores de lucha libré, de puroreso e americanos. Antes de avançar com o assunto era bom que vissem este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=oDSu4rBvRQk

Pedi-vos para verem o vídeo para perceberem que “this were some serious guys doing some serious things!”, o que quero dizer com isto é que eles deixavam a fasquia no top com moves espectaculares de alto risco!
Mas há uma coisa que este vídeo não mostrou é que havia muito, mas muito botch! E quando fazemos manobras como as que viram nada pode falhar porque senão ou caímos de cabeça, ou acertamos joelhadas, etc. que podem levar a graves lesões!
Agora se analisarmos bem a situação este risco não compensava por duas razões, não só pelo risco em si que pode levar a graves lesões como o facto deles serem apenas cruiserweights a abrir o show! E a verdade é que a maior parte não passou disso! Os fãs não se importavam muito com quem ganhava ou perdia pois eles estavam ali para o pessoal regalar os olhos com aqueles voos para depois estarem preparados para ver o Golberg, o Sting, o Breat Hart e por aí fora. Não que este não seja um papel importante mas não compensa o risco!

Um caso desses em particular é o de Billy Kidman.
Foi ele que popularizou o Shooting Star Press na América mas sem duvida que não era ele que o aplicava melhor. Quantas vezes ele não falhava o alvo completamente, quantas vezes ele não acertava joelhadas nos adversários, enfim… e afinal de contas era o finisher dele, o move que ele é suposto fazer em todos ou quase todos os combates. Aliás foi um botch desses que deu origem à saída dele da WWE e a proibição dessa manobra na WWE até á chegada de Evan Bourne que a aplica bem melhor que Billy Kidman num dia bom!

Aproveitando a deixa da WWE, gostaria de referir que aqui permeiam a segurança, principalmente tendo em conta a máquina que é a WWE não se pode dar ao luxo de perder lutadores por causa de botch’s completamente evitáveis.
No inicio do artigo referi que o Highflying caiu em desuso, penso que isto deve-se ao risco que este representa, então de certa forma acho que hoje em dia só entram na WWE “Excellence of Execution’s” do Highflying, como é o caso de Evna Bourne!

Contudo à um ou dois meses no Judgmente Day houve um spot em particular que contradiz um pouco o que referi sobre a WWE.
Estou a falar do Springboard 450º de John Morrison para fora do ringue. Foi um Spot arriscado e completamente dispensável pois estamos a falar do Judgment Day , um PPV comum, e de uma feud fraquinha entre Morrison e Benjamin. Alias, a maior parte de vocês já nem se deve recordar do spot, mas aposto que se fosse numa Wrestlemania ninguém se esquecia! O que quero dizer com isto, é que existem moves que devem ser guardados para grandes momentos pois se calhar o risco desse move só vale a pena em determinado evento ou feud de outra forma será facilmente esquecido!

Concluindo, existem manobras que são realmente arriscadas e que só merecem ser executadas e o lutador souber que executa o move 100 vezes 100 sem vezes de forma segura, de outra maneira as coisas podem correr realmente mal! Depois é preciso frisar também, se vale a pena ou não executar determinados moves, pois pensemos: porque hei-de eu fazer um 450º splash, o qual nem sempre o executo de forma seguro, quando posso fazer uma Swanton Bomb que nunca falho e obtenho exactamente a mesma reacção por parte do público? Por isso em certas situações deve-se equacionar a segurança (ou risco) da manobra com a reacção obtida por parte do público.

E assim chegamos ao fim, agradeço comentários construtivos e já agora não deixem morrer o Wrestling em Portugal, dêem audiência aos programas de wrestling que dão na tv de outra forma “seremos” esquecidos.

Blogger Fabio Rko disse...
Gostei bastante desta tua segunda cronica, bastante boa, o HighFlying é bastante perigoso quando mal executado mas quando é bem executado so da bom espectáculo, adorei o video, a WCW teve uma grande divisão de pesos médios, adorei a cronica mais uma vez, estas de parabéns, continua.
6 de julho de 2009 às 12:21  
Blogger Ramos disse...
Antes de mais, desculpa por não ter comentado a tua crónica na outra semana. Quanto a crónica de hoje, realmente tens aqui um óptimo trabalho que gostei muito. Ao ler, concordo plenamente com tudo o que tu dizes, principalmente quando referiste aquilo do Morrison e do Splash 450° em vez de uma Swanton Bomb!

Continua e espero pela a próxima!!;)
6 de julho de 2009 às 19:17  

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